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Análise: As incertezas de Pérez

Por mais que a concorrência esteja se aproximando em termos de atualizações dos carros, a Red Bull segue despontando nas mãos de Max Verstappen. Mas o que aconteceu com Sergio Pérez?


Por: Jamile Salomão, Setorista.


Foto: Reprodução/Red Bull Content Pool

O piloto mexicano começou a temporada confiante e dizendo aos quatros ventos que esse ano seria de uma disputa interna, que não cederia para seu parceiro de equipe e que disputaria o título em iguais condições - com o até então aval de seu chefe de equipe Christian Horner. Porém, o que vimos foi o contrário, já que a confiança e liderança de Max Verstappen ganharam força enquanto Sergio Pérez cometeu uma série de “erros bobos” se afastando cada vez mais da briga pelo primeiro lugar.


O que vemos é um Checo abatido, com a confiança abalada e uma pressão gigante por parte de Helmut Marko. Até agora, o mexicano amargou um P2, um P16, um P4 e um P6, colocações que levam a escuderia à zona de pontuação, mas que abrem um abismo gigante entre seus dois carros em relação à performance nas pistas. Nas últimas três corridas, nem ao Q3 Pérez chegou.


Alguns dizem que seu carro - somado às estratégias da Red Bull - o tem prejudicado, mas vimos erros individuais numa pista onde ele já venceu, por exemplo. Quem não se lembra da batida em Mônaco que o deixou fora da classificação? Ou em Barcelona quando ele ficou no Q2 por ter se perdido na zebra?


Não sabemos o porquê dessa queda tão brusca de rendimento visto que o piloto chegou a ganhar duas das etapas desta temporada, mas sabemos que seu assento pode estar em jogo no próximo ano, mesmo que seu papel comercial fortaleça e muito a RBR na questão patrocinadores (Sergio é o único representante da América Latina no grid) e que exista uma possibilidade de reforço para a equipe no Campeonato de Construtores quando está performando bem.


Daniel Ricciardo, que atua hoje como terceira figura na pilotagem e segunda figura na mídia, não tem um rendimento tão bom quanto seus colegas de equipe, o que torna ainda mais distante a possibilidade dele assumir o segundo cockpit. Quando olhamos para o futuro do time austríaco, só temos a certeza de que Max seguirá reinando e que o foco da equipe para 2023 é continuar administrando as penalidades e mirar na construção de uma excelente máquina para 2024.







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