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FIA confirma que Red Bull não cumpriu o teto orçamentário de 2021

Após as especulações e o adiamento por parte da entidade para divulgar o veredito, foi confirmado o descumprimento do teto orçamentário pela equipe austríaca.


Por: Alini Chaves, Setorista.


Foto: Reprodução/Red Bull Content Pool

Na última segunda-feira (10), a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) confirmou que a Red Bull Racing ultrapassou, em menos de 5%, o teto orçamentário estabelecido para a temporada de 2021.


O assunto veio à tona durante o Grande Prêmio de Singapura, após a revista alemã Auto Motor und Sport revelar que a FIA estaria investigando a possibilidade da Red Bull e Aston Martin terem ultrapassado o limite de gastos durante a temporada 2021. A Federação informou na época que a investigação existia, e caso houvesse infração, haveria a punição de acordo com o regulamento.


Na ocasião, o chefe de equipe da RBR, Christian Horner, saiu em defesa de sua equipe afirmando que não tinha conhecimento de nenhuma violação e que o vazamento de informações não confirmadas causariam danos à reputação da equipe.


“Certamente não tenho ciência de nenhuma violação. O conselho enviou tudo em março, então tem sido um longo processo com a FIA, e estamos nele enquanto falamos. Eles estão seguindo corretamente este processo, e acho que no meio da próxima semana é quando eles declaram os certificados. Como disse antes, é um processo em andamento. Existem pontos no orçamento que não pertencem a ele, como mencionei antes, de pessoas que são listadas e trabalham em outras companhias. A FIA diz que não sabe [como se tornou público], mas é estranho que pontos de um processo em andamento, que ainda não foram esclarecidos, viraram públicos. É um dano à reputação”, disse Horner.

Com a confirmação por parte da Federação do estouro do orçamento em menos de 5% do valor, o previsto é que a equipe de Horner sofra uma punição ‘leve’: repreensão pública; dedução de pontos no campeonato de construtores; dedução de pontos no campeonato de pilotos; suspensão de uma ou mais etapas de uma competição; limitações em testes aerodinâmicos ou outros; ou redução do limite de custos.


Segundo o jornal holandês De Telegraaf, a violação da Red Bull não teria ligação com o desenvolvimento do carro, mas sim em questões alimentícias e ausência por doenças em sua fábrica.


A FIA afirmou que, por ser o primeiro ano da regra, se limitou apenas em revisar os documentos enviados e não realizou uma investigação formal sobre. O órgão também informou que ainda estuda qual será a punição dada e que as informações serão divulgadas conforme as regras.


“A revisão dos documentos enviados foi um processo intenso e todos os competidores deram seu apoio completo para prover as informações necessárias para avaliar suas situações financeiras durante este primeiro ano de regulamento financeiro. A Administração do Teto de Gastos da FIA nota que todos os competidores sempre agiram em espírito de boa fé e cooperação durante o processo”, afirmou a Federação em nota.

Em um pronunciamento divulgado nas redes sociais, a Red Bull afirmou estar ‘surpresa’ e ‘desapontada’ com as conclusões da FIA e afirmou que irá avaliar as opções à disposição da equipe.


“Registamos com surpresa e desapontamento as conclusões da FIA de 'pequena violação dos regulamentos financeiros relativos ao excesso de despesas'. A nossa submissão para 2021 foi inferior ao montante do limite de custo, pelo que temos de rever cuidadosamente as conclusões da FIA, pois continuamos a acreditar que os custos relevantes são inferiores ao montante do limite de custo para 2021. Apesar da especulação e das posições de outros, existe obviamente um processo ao abrigo dos regulamentos com a FIA que iremos seguir respeitosamente ao avaliarmos todas as opções à nossa disposição", informou a equipe austríaca.

Vale lembrar que o teto orçamentário foi implementado na Fórmula 1 em 2021 com o intuito de limitar os gastos, fazendo com que a disputa se tornasse mais competitiva. O valor estipulado é de USD$145 milhões (aproximadamente R$ 782 milhões, na cotação atual) e tem a auditoria feita pela FIA Cost Cap Administration (CCA).














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