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Haas no GP de São Paulo: O final de semana de altos e baixos

A equipe não podia imaginar que o Grande Prêmio entraria para a história do time. Com ajuda da chuva, Magnussen atingiu seu ponto alto com a pole na sexta, mas teve sua felicidade interrompida no domingo depois de ter sua corrida paralisada por um toque com a McLaren.


Por: Giselly Horta, Setorista.


Foto: Divulgação/Haas F1 Team

O fim de semana em Interlagos não poderia ter sido mais surpreendente para a equipe Haas e para os fãs do esporte. Pode-se dizer que a escuderia teve dias de altos e baixos, começando pela sexta-feira (11), com o piloto dinamarquês Kevin Magnussen conquistando sua primeira pole position na Fórmula 1.


O início do Q1 foi marcado pela pista que seguia molhada, fazendo com que as equipes optassem pelo pneu intermediário. Mas não demorou muito para que o slick fosse utilizado, sendo Pierre Gasly o primeiro a arriscar.


A tática deu certo e em seguida os times começaram a chamar seus pilotos para a troca de compostos. Assim, Nicholas Latifi, Zhou Guanyu, Valtteri Bottas, Yuki Tsunoda e Mick Schumacher ficaram fora do Q2.


No Q2 a chuva não apareceu e Verstappen fez o melhor tempo - 01min10s881 - seguido por Sainz e Leclerc. Ficaram fora do Q3: Alex Albon, Pierre Gasly, Sebastian Vettel, Daniel Ricciardo e Lance Stroll.


No Q3 todos os carros foram de macio, menos Leclerc com a Ferrari. Mas, logo a bandeira vermelha foi acionada após George Russell escapar no final da reta oposta, entre os setores um e dois, e ficar preso na brita.


Foram 10 minutos de espera, e logo depois da pista ser liberada a chuva começou a apertar e não existia mais a possibilidade de melhorar os tempos.


Magnussen, piloto da Haas que tem sua vaga garantida para 2023, foi o primeiro a sair dos boxes antes da chuva piorar e de Russell bater, fazendo sua melhor volta em 1min11s67 e ficando na pole.


A torcida foi à loucura quando percebeu que a pole position ficaria com Magnussen, e todo o autódromo gritava o seu nome. A festa foi grande nos boxes e a equipe parecia não acreditar neste feito.


Foto: Divulgação/Haas F1 Team

O piloto dinamarquês chegou a sua 140° prova na categoria no GP de São Paulo. Magnussen teve seu melhor momento em 2014, pela McLaren, quando subiu ao pódio pela primeira vez em segundo lugar.


Ao contrário de Kevin, Mick Schumacher, que ainda não tem lugar garantido para 2023, ficou em último lugar na qualificação.


A Sprint aconteceu no sábado (12), e já se esperava que Magnussen não conseguiria segurar Max Verstappen durante muito tempo. Dito e feito, o bicampeão mundial o ultrapassou na terceira volta.


O dinamarquês admitiu na coletiva que seria difícil para a equipe lutar pela posição em condições normais de pista, e que seria complicado aproveitar o caminho livre à sua frente.


“Eu esqueci de aproveitar, realmente. Estava tentando cuidar dos pneus e manter o ritmo, então não pensei sobre isso. Mas o objetivo era estar entre sétimo e oitavo, então cuidei dos pneus. Eu sabia que os caras de trás iam me passar, então tentei não perder tempo para terminar na melhor posição possível”, explicou o piloto.

Kevin terminou a Sprint na 8° colocação, o que permitiu que a Haas pontuasse possibilitando o desempate no Mundial de Construtores. A equipe americana terminou a corrida rápida com 36 pontos e a AlphaTauri com 35 pontos.


Na coletiva, Magnussen se mostrou animado por largar entre os 10 primeiros:


“Começaremos de lá amanhã, e é uma posição que nos deixaria felizes se fosse em uma classificação. Então, largaremos dentro do top-10 e espero que possamos somar pontos amanhã também.”

A história poderia ter tido um final feliz, mas no domingo (13), na primeira volta da corrida, Daniel Ricciardo tentou ultrapassar o piloto da escuderia americana entre as curvas 8 e 9. A ultrapassagem foi mal sucedida e o australiano acabou tocando na Haas de Kevin. Após o toque, Magnussen rodou e eles acabaram se chocando novamente. O Safety Car entrou na pista e a dupla teve que abandonar a prova.


Mick Schumacher fez uma boa etapa, mas encerrou o GP em 13°. O dinamarquês, ainda decepcionado, falou depois da corrida:


"Acho que nosso carro teve um ótimo ritmo durante o fim de semana, mas é o que é. Daniel (Ricciardo) não fez isso de propósito, o que não ajuda em nada, mas seguimos em frente."
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