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Na busca pelo topo: Russell se mostra disposto a fazer o necessário para ajudar o time

Com um conceito totalmente diferente, a equipe alemã não teve bons resultados desde o lançamento de seu primeiro carro a partir do novo regulamento.


Por: Anne Aguiar, Setorista.


Foto: Divulgação/Mercedes AMG F1

Com muitos problemas e decisões a serem tomadas, os resultados do Grande Prêmio do Bahrein mostraram que a escuderia continua da mesma forma em que terminou o último ano - se não pior.

Depois da melhora ainda mais significativa da Red Bull e uma Aston Martin totalmente competitiva com um monoposto semelhante ao da equipe austríaca, o que restou foram as dúvidas para o time comandado por Toto Wolff.


Visto que o ano passado não foi nada fácil para os pilotos e todo o time de Brackley, as coisas para esse ano pareciam estar caminhando para uma melhora. Apesar de alguns altos e baixos durante os treinos da pré-temporada, a confirmação positiva se deu por conta da anulação dos saltos que o W13 sofreu em boa parte da temporada de 2022. No entanto, apesar de resolver uma das maiores dificuldades do ano anterior, o novo carro – baseado no antigo – não se saiu tão bem na primeira etapa do ano, deixando a dupla mercedista longe do pódio e com a Aston Martin chegando para incomodar.


Todos esses fatores levaram a que George Russell se prontificasse para sacrificar o seu ano em prol de ajudar a equipe a se recuperar pensando a logo prazo, mesmo que isso leve mais tempo do que o desejado.


“Obviamente, queremos otimizar cada resultado, mas se você me der uma escolha entre lutar e ter a chance de vencer corridas, seja lá o que for, contra o progresso lento e nunca ter essa chance, obviamente você escolhe uma das vitórias. Então, se quisermos sacrificar algumas corridas ou parte de uma temporada para nos dar a chance de conseguir um carro que possa lutar, seja na segunda metade da temporada ou mesmo se estiver olhando para o próximo ano, talvez seja isso que teremos que fazer porque claramente, estamos muito atrás. Ninguém se lembra de quem termina em segundo ou terceiro. O segundo não é suficientemente bom, e se precisarmos fazer algumas mudanças drásticas para dar a nós mesmos uma chance no segundo semestre, sempre que for possível, é o que faremos."

Era esperada uma evolução devido ao aumento de 15mm obrigatório no piso, mas claramente não aconteceu e gerou frustração. No entanto, apesar disso, o jovem de 25 anos acredita que não será de uma hora para a outra que as coisas se resolverão e ressaltou que o grande problema do W14 é justamente a falta de downforce.


“Estamos muito atrás de onde queremos estar. Acho que o único aspecto positivo de tudo isso no momento é que não há nenhum problema fundamental com o carro além da falta de downforce. E por mais bobo que pareça, esse é provavelmente um dos problemas mais fáceis de resolver, se você comparar com esta época do ano passado. Passamos do carro que estava quicando mais para o carro que provavelmente está quicando menos. Talvez com a mudança de regulamento tenhamos dado um passo muito conservador nesse sentido e talvez precisemos voltar alguns para ganhar algum downforce.”

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