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Pérez quebra jejum do pódio e vence corrida em Cingapura

O piloto da Red Bull - que não ia ao pódio desde a corrida na Bélgica - confirmou a quarta vitória da sua carreira mesmo após receber uma punição.


Por: Alini Chaves, Setorista.


Foto: Reprodução/Red Bull Content Pool

Com um ótimo retrospecto em circuitos de rua, Sergio Pérez venceu a corrida em Cingapura no último domingo (02), não permitindo que seu companheiro de equipe, Max Verstappen, conquistasse o bicampeonato de maneira antecipada na ocasião.


Já no início da semana, durante a coletiva de imprensa, Pérez afirmou que a possível conquista do título de forma antecipada por Verstappen não influenciaria em sua performance e que ele precisava focar em seu próprio trabalho.


“Do nosso lado, é importante focar no nosso lado e tentar entregar o máximo de resultados que pudermos e terminar nossa temporada em alta nas próximas seis corridas”, disse o mexicano.

Durante os treinos livres, a RBR tentou algumas configurações diferentes no carro de Checo, ficando com o quarto lugar no TL1 e o nono no TL2. O piloto, que deixou claro que não se adaptou à configuração do segundo treino, pontuou que a equipe precisaria efetuar ajustes para o dia seguinte.


“Primeiramente, perdi um pouco de tempo de pista no TL2. Tivemos alguns problemas com o motor e a pilotagem. Então, fizemos muitas mudanças de configuração. Precisamos analisar muitas informações hoje à noite, recolher as melhores partes para amanhã e ajustar, tentar fazer o melhor com o que temos”, justificou Pérez.

Com um TL3 que teve apenas 30 minutos por conta das fortes chuvas, Sergio Pérez - que já havia perdido um pouco de tempo de treino do dia anterior - ficou apenas com a quinta colocação. Mas se os fatores pareciam não estar muito ao seu favor durante aquele fim de semana, na classificação isso começou a mudar.


O clima melhorou ao longo da tarde e permitiu que a pista ficasse em melhores condições ao decorrer da classificação. Com melhores condições de pista, o vice-líder do campeonato, Charles Leclerc, ficou com a pole position. Porém, Checo Pérez veio logo atrás na segunda colocação, com uma diferença de alguns milésimos de segundos para o tempo do monegasco.


No domingo, o circuito de Marina Bay acordou sob fortes chuvas, que não aparentavam que iriam cessar tão cedo. Após uma longa espera, a corrida teve início com mais de uma hora de atraso.


Logo na largada, o mexicano assumiu a liderança da corrida e imprimiu um bom ritmo. Leclerc tentava buscar Pérez, porém o piloto da Red Bull seguia com um tempo muito consistente, sem conceder chance para o piloto da Ferrari se aproximar, somente aumentando sua vantagem durante a corrida.


Com a pista bastante molhada, a corrida foi marcada por seis abandonos e algumas entradas do carro de segurança. Segundo os comissários, em duas dessas entradas, Sergio não havia respeitado a distância mínima de 10 carros para o Safety Car, o que poderia resultar em uma punição de 5s. Pérez recebeu uma advertência na primeira vez, mas como repetiu a ação, foi punido pela direção de prova com 5s e 2 pontos na carteira algumas horas após o fim da prova. No entanto, a punição não foi o suficiente para retirar a vitória do piloto da RBR que liderou a maior parte da prova, não dando chances a Charles Leclerc - que havia ficado 7s atrás do vencedor.


Sergio Pérez não ia ao pódio desde o GP da Bélgica e conquistou a quarta vitória da sua carreira, sendo duas conquistadas na atual temporada. Para ele, essa foi sua melhor corrida por conta das condições que enfrentou.


“Acho que foi minha melhor corrida por causa de quão intenso foi”, disse Pérez.

“Para manter Charles atrás, especialmente após a relargada, quando o aquecimento dos pneus foi super difícil e estávamos com metade da pista seca, e a outra metade precisando dos pneus intermediários, e nós estávamos com slicks. Para não errar e controlar Charles, mas então, acho que o ritmo que tive nas últimas voltas foi muito forte”, acrescentou.

O piloto ainda acrescentou que enfrentou dificuldades na dirigibilidade e a dificuldade que os pilotos encaram quando precisam acompanhar o carro de segurança.


“Nós lutamos um pouco com a dirigibilidade, então é algo em que temos que trabalhar. Houve algumas ocasiões em que o motor estava fazendo algo que não esperávamos. Então, sim, temos algumas coisas para entender a partir daí.”

“Quando você perde toda a temperatura atrás do Safety Car e está com pneus slick em uma pista molhada, é realmente difícil. Você se torna apenas um passageiro, e as pessoas realmente não entendem o quão difícil foi para nós hoje naquelas condições”, finalizou Checo.

O mexicano - que foi eleito pelo público como piloto do dia - se mantém no terceiro lugar do campeonato mesmo com a vitória. O piloto tem 235 pontos, contra 237 de Charles Leclerc. Max Verstappen segue na liderança com 341 pontos.
















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